por Rui Almeida

 

 12 JUNHO 2019

 

 

ASES FAZEM QUARTO LUGAR NAS MÍTICAS...

 

 

Provavelmente a melhor formação que já representou os ASES nas 24H da Batalha - Rui Almeida, Hugo Carvalhido, Luís Fernandes, João Brites, Gustavo Gonçalves (em cima), Reinaldo Fonseca, Rui Almeida JR e Luís Duarte

 

Numa presença que tinha tudo para dar certo, os ASES através da Joint Venture JLH Team e ASES Endurance não foram muito felizes nesta mítica e conceituada prova de endurance.

Olhando de fora, podemos dizer que os ASES passaram despercebidos, apesar de terem dado um ar da sua graça nas duas primeiras horas de prova e de terem terminado num lugar que não envergonha ninguém, bem pelo contrário.

Mas esta equipa não foi à Batalha para mostrar a dentadura de felicidade com um quarto lugar. Fomos lá para bem mais que isso e por isso mesmo, este quarto lugar soube a pouco, muito pouco.

Logo na sexta-feira a equipa verificou que teria muito trabalho pela frente ao terminar a sessão livre a mais de um segundo do melhor tempo.

A conceituada KMED Europa não escondeu o jogo e cilindrou toda a concorrência, com um tempo absolutamente fantástico – 47,3.

Os eternos candidatos rodaram super lastrados (para disfarçar…) e mesmo assim terminaram à nossa frente.

7 minutos em pista bastaram para verificar que algo de errado se passava com o kart e rapidamente nos dirigimos à oficina para verificações e ajustamentos. Voltamos à pista a cerca de 15 minutos do final da sessão, mas novamente verificamos que era preciso fazer mais do que tinha sido feito.

Recebemos um carburador novo, mas já não tivemos tempo de verificar se o mal estava debelado. As esperanças foram redirecionadas para o treino cronometrado.

Sábado recomeçamos do zero, mas novamente verificamos que apesar de melhor, o que tinha sido feito não chegava para discutir um lugar nos 10 primeiros.

Nova ida à oficina para acertos mais profundos e de lá já não saímos até ao final do treino.

Novamente recomeçaríamos do zero, mas desta vez, sem retorno. Estávamos no escuro.

Fizemos o nono tempo, mas com algumas penalizações, iríamos arrancar do sexto lugar.

Com sete elementos da equipa a fazerem figas cá fora, o João Brites que está bem lá em cima no patamar dos melhores pilotos da especialidade fez-nos começar a sorrir.

Com calma e muita segurança subiu até ao primeiro lugar, alcançando pelo meio a melhor volta de toda a prova.

A equipa acalmou e começamos então a aplicar a nossa estratégia.

Até ao nosso primeiro reabastecimento estivemos sempre num dos três primeiros lugares, mas quando reabastecemos começou o nosso pesadelo.

Tudo feito com calma, com a rapidez necessária, mas controlada e eis que o kart se recusa a pegar!

Num procedimento que demora cerca de um minuto e meio, a nossa equipa demorou mais quarenta e cinco segundos e praticamente ficamos a uma volta.

Para que o kart “pegasse” foi necessário soprar pelo respirador do depósito de gasolina.

Ligaram-se as sirenes, pensando nós que tinha sido um mero incidente de percurso, mas no segundo reabastecimento, agora com outro piloto ao volante, o incidente repetiu-se novamente e da mesma forma!

Se anteriormente estávamos quase a uma volta, agora estávamos quase a duas…

Foi então que caímos na realidade e começou o nosso calvário. Ainda tentamos junto da direção de prova, ficarmos excluídos da obrigatoriedade de desligar o kart, mas por questões de segurança perfeitamente justificáveis, tal não foi aceite.

A partir do quarto reabastecimento, antes de tentar pegar o kart, era necessário soprar através do tupo de respiração do depósito de combustível. O tempo de reabastecimento diminuiu, mas mesmo assim, foi sempre entre 15 a 30 segundos superior ao normal.

A análise que fizemos posteriormente à prova, demonstra-nos que seria complicado lutar pelo primeiro lugar. Mas se sem este pequeno grande problema, o terceiro lugar era garantido, com grande empenho e uma pontinha de sorte, o segundo lugar ainda era possível.

Com as alterações introduzidas, o kart melhorou bastante a nível de motor, mas continuou muito sensível em termos de chassis. Tinha uma saída abaixo da média, mas boa ponta. A frente era muito sensível, revelando-se muito complicado de pilotar.

E a este nível, a equipa esteve absolutamente impecável, mostrando grande maturidade, nunca penalizou, mostrou uma entreajuda enorme e grande espírito de sacrifício dentro da adversidade que nos apoquentou.

A JLH/ASES Team foi à Batalha com um objectivo bem definido, mas nunca esqueceu que para além da componente desportiva, existe também uma componente lúdica.

A equipa soube separar as águas, o convívio e a boa disposição foram excelentes entre todos, tendo sido simplesmente o melhor de sempre.

Os grandes vencededores foram a equipa BCP composta por grandes nomes do kart amador nacional e internacional que dominaram em toda a linha. Para eles, os nossos sinceros parabéns pela exibição e também por tudo o que representam em termos de kart amador.

Até ao ano!

 

RESULTADOS.

Treinos Livres # Treinos cronometrados # Corrida

Praticamente desde o início da prova que estas quatro equipas lutaram pelo último lugar do pódio - 175 JLH/ASES Team, 108 Racing Aces, 112 CÁGADO STATS e 171 KMED Europa

 

                                                      A equipa BCP esteve bem acima das outras equipas que pretendiam lutar pela vitória

 

Quer os treinos livres, quer os cronometrados foram praticamente passados na oficina...

 

 

A equipa fez tudo bem desportivamente, mas não descurou a componente lúdica da ocasião

 

                                                                                                        

                                      Houve tempo para tudo, entreajuda na estratégia de boxe, fazer uns enchidinhos em álcool e até tentar descansar

 

Momento da largada...

 

 

Rui Almeida a explicar o resultado da JLH/ASES Team para a ZTV

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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