por Rui Almeida

 31 DE JANEIRO 2019

 

 

ASES REENCONTRAM-SE COM O PÓDIO

 

Jornada fantástica na 17ª edição da Taça Intertroféus (TIT) que se disputou no último sábado no Kartódromo dos Milagres em Leiria.

Parece que todos os astros se orientaram na posição certa e com isso tivemos um dia fantástico, um ambiente soberbo, corridas competitivas, pela primeira vez uma transmissão em directo para internet e sobretudo, muito fair-play.

Para além da homenagem que todos fizemos ao Nuno Cariano, realmente a verdadeira foi todo o ambiente descontraído, de serenidade, de convívio, de sã camaradagem que se viveu em Leiria.

Pessoalmente foi um dia de memórias e de satisfação.

O convite da ZTV para falar das origens da TIT fez-me recordar a conversa que tive com o João Diogo Paiva no Cabo do Mundo no final de 2002.

Lembro-me que estava um dia como o de sábado e dessa conversa saiu a semente da TIT!

Na altura, muito provavelmente os dois nunca imaginaríamos que a TIT se iria transformar no que é hoje. E o que é hoje?

É uma prova praticamente na idade adulta e onde kartista amador que se prese, quer estar presente.

Isso mesmo eu fui sentindo ao longo do dia ao acompanhar as muitas entrevistas, flash interviews ou intervenções de convidados. O que senti foi que para os pilotos amadores, conseguir estar na TIT é um sonho, uma oportunidade de competir com os melhores pilotos amadores de Portugal. Recordo uma das intervenções em que o piloto em causa sonhava com uma presença numa das finais da TIT. Se conseguisse chegar à final principal teria oportunidade de competir com os melhores dos melhores.

Confesso que me senti orgulhoso e muito feliz.

Antes de avançar para a prestação dos ASES, aproveito para felicitar toda a comissão organizadora desta prova que esteve a um nível absolutamente irrepreensível.

 

Quanto aos ASES, desta vez a disponibilidade foi praticamente geral. O nosso crónico “problema” de pilotos em idade universitária a contas com os exames de Janeiro, desta vez «só» nos “roubou” o campeão em título a contas com a apresentação da tese de mestrado.

A nossa equipa era forte e estava motivada para lutar pela vitória.

Que não restem dúvidas: A PS&A era a grande favorita, foi a justa e grande vencedora, nada se lhes pode apontar.

Mas se já seria complicado contrariar o seu favoritismo, mais difícil se torna, quando aos outros candidatos, surgem karts conotados como muito fracos, por mais do que uma vez!

A questão não está em apanhar um kart fraco, mas sim no momento em que se apanha um kart fraco.

Os ASES tiveram dois pilotos com grande dose de infelicidade: o Luís Duarte e o Gustavo Gonçalves.

O Luís começou por apanhar um bom kart no seu apuramento e com ele qualificou-se facilmente. Na meia-final apanhou um dos muito maus – o 22 e milagrosamente conseguiu o acesso à final B obtendo o 10º lugar na sua manga.

Só que na final B apanhou outro dos famosos “aviões” à vela – o 12 e se já ía sair da cauda desta final, naturalmente que progredir iria ser muito complicado.

A história do Gustavo é um pouco diferente: no apuramento apanhou o 17, outro dos muito maus, tão mau que ao fim de duas mangas foi finalmente retirado. Com ele não se apurou directamente.

Foi à repescagem e com um dos melhores karts, cumpriu terminando em segundo.

Só que depois na meia-final saiu-lhe mais um dos carrinhos de rolamentos – o 3 e naturalmente que ficou pelo caminho.

Todos os outros pilotos cumpriram com relativa facilidade.

João Moreira nunca teve “o” kart, mas qualificou-se para as meias com tranquilidade e nesta, com um nível bastante mais aguerrido, apurou-se para a final B.

Diogo Sousa e Rui Almeida tiveram prestações muito semelhantes entre si. Ambos foram quartos no apuramento e ambos foram quartos nas meias-finais. Com isso foram à final principal, mas saindo muito de trás.

Nesta, progrediram na classificação até onde lhes foi possível terminando em 12º e 13º.

Luís Fernandes foi de todos o que mais contribuiu para a nossa classificação, mas esteve infeliz na final.

Venceu o apuramento e venceu a meia-final por larga margem.

Na final, o sorteio até que foi favorável, mas como seria previsível, o nível foi fortíssimo e sobretudo muito aguerrido.

O Luís foi vítima de entradas muito discutíveis e acabou por cair para 7º lugar final.

Quanto às contas finais, a PS&A chegou à final A já com a vitória no bolso.

Para os dois restantes lugares do pódio só havia duas equipas: Os ASES e a Nacional kart.

Ao longo da jornada estivemos sempre empatados e seriam os lugares obtidos nas finais a definir a hierarquia.

Acabamos em terceiro muito perto da Nacional, mas bastava o Luís Duarte não se apresentar com um kart tão fraco para que a ordem se alterasse.

Faz parte e por isso não nos podemos queixar.

Depois de 3 anos a competir fora da nossa máxima força, desta vez, voltamos a recordar que os ASES continuam a ser um dos grupos mais fortes da TIT.

 

 

O pódio final com a PS&A (1ª), Nacional Kart (2ª) e ASES PELOS ARES em terceiro

 

 

 

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