por Rui Almeida

 4 DE MARÇO 2018

 

LUÍS FERNANDES É O PILOTO DE MAIOR SUCESSO NOS ASES

 

 

O campeão em título do troféu ASES PELOS ARES – Luís Fernandes é o piloto de maior sucesso.

O Troféu realizou até hoje 137 provas. Nem sempre teve duas mangas por prova a contar. Houve épocas, onde só houve uma e outras onde teve duas. Houve épocas onde se realizaram quatro por prova!

Hoje, o normal é fazerem-se 3 mangas, nas quais cada piloto só participa em duas, ou seja, hoje temos três mangas oficiais das quais cada piloto só participa em duas.

Por isso, as 137 provas realizadas renderam até hoje 306 vitórias oficiais. Digo oficiais, porque também houve épocas onde houve vitórias não oficiais…

O que importa mesmo, é que cada piloto participou no limite em 254 corridas com resultados válidos e é sobre essas 254 corridas que esta análise se baseia.

Ainda como nota prévia, referir que em 1997, as seis provas que se realizaram não estavam incluídas em nenhuma competição e em 2011 e 2012 não houve troféu dos ASES.

Até hoje, ou seja, até à primeira jornada do troféu 2018, o número de pilotos que fizeram corridas no troféu dos ASES (as resistências estão fora destas estatísticas), foi um número bem redondo – 300!

Pilotos com uma única presença são 101, dos quais 35 só têm mesmo uma corrida efectuada.

Pilotos com um número de corridas realizadas superior a duas épocas completas são precisamente 100.

A média de pilotos por prova na época passada foi de 25 pilotos.

Ao longo dos seus 21 anos de existência, já passaram pelos ASES grandes nomes do kart amador, mas o nome que está no topo da pirâmide é LUÍS FERNANDES.

Luís Fernandes estreou-se nos ASES em 2013 e desde então até hoje foi sempre campeão – aliás é penta-campeão!

Não é o maior campeão de sempre, esse estatuto ainda está nas mãos de outro Luís - o Vaz, que alcançou nos ASES seis títulos de campeão, mas o que o torna o piloto de maior sucesso é a relação entre as presenças e as subidas ao pódio.

Neste particular, Fernandes tem uma relação de 78,9% de subidas ao pódio.

Se houvesse BetClic para os ASES, a probabilidade de Fernandes obter um pódio é quase certa. Inclusivamente a probabilidade de uma presença de Fernandes dar vitória é de praticamente 50%. Só em 16 ocasiões é que Fernandes não foi ao pódio.

 

Luís Vaz numa das suas últimas presenças nos ASES em 2014

 

O segundo é Luís Vaz que apesar de não ser o de maior sucesso, é o detentor do maior número de títulos – seis.

Naturalmente que as 76 corridas de Fernandes já dão expressão à sua taxa de sucesso, mas o facto de Luís Vaz ter quase o dobro de presenças, faz com que a sua taxa de sucesso se dilua mais.

Aliás, Luís Vaz faz parte de uma época onde todos corriam contra todos, enquanto que Fernandes nem sempre ou quase sempre só corre contra 66% dos adversários mais temíveis.

Não menosprezando os actuais adversários de Fernandes, parece-me plausível pensar que num limite de mais 76 corridas realizadas por ele, ou seja, um valor semelhante ao de Vaz e também acreditando que a taxa de sucesso fosse diminuir, ainda assim seria provável que se mantivesse acima dos 60% e por isso, à frente de Luís Vaz.

De qualquer maneira Luís Vaz está mesmo ali atrás.

A sua taxa de sucesso é de praticamente 60%, ainda é o piloto com mais vitórias nos Ases – 41 e também o que obteve mais pole-positions – 36.

 

Filipe Matias na TIT de Fátima em Janeiro de 2009

 

Logo atrás está Filipe Matias com uma taxa de sucesso de 56.5%.

Apesar de ter corrido nos Ases até 2010, Matias só foi presença constante até 2008, ou seja, grande parte do seu sucesso foi alcançado até aí.

Foi uma fase dos Ases onde o sucesso era repartido por vários pilotos para além de Vaz e Matias, tais como João Moreira, João Araújo, João Brito, Domingos Machado, António Rosa, Rui Almeida SR, entre outros e como disse atrás, todos corriam contra todos.

Nessa altura, Vaz e Matias repartiam a maioria das vitórias e não me parece descabido afirmar que o Luís Vaz de até 2010, bem como o Filipe Matias de até 2006, seriam adversários terríveis e temíveis para o Luís Fernandes que corre nos ASES desde 2013.

 

 Luís Duarte já poderia ter alcançado um título nos ASES, não tivesse faltado a uma prova em 2017

 

Mais um Luís segue na lista – Luís Duarte com 53.6%, mas este tem “somente” 28 corridas nos ASES.

Duarte já é uma força demolidora nos Ases e não só. Em 2017 poderia ter roubado o título de campeão a Luis Fernandes, não tivesse faltado a uma prova, mas ainda vai nas 28 corridas e por isso, apesar de ser já um forte indicador, é natural que o tempo e o acumular de corridas retracte melhor a sua taxa de sucesso.

Com a mesma percentagem está Rui Almeida Junior - o Iceman e este sim, tem um número de corridas equivalente ao líder da tabela.

 

O Rui Almeida Junior já é um "veterano" nos ASES! Aqui a quando da sua primeira vitória com apenas 13 anos!

 

O Iceman começou muito cedo nos ASES, é o mais jovem de sempre!

Começou com 13 anos e ainda antes de completar 14 anos já tinha vencido nos ASES.

25% das corridas que fez saiu do primeiro lugar e terminou em primeiro lugar o que é muito bom.

Podemos dizer que Luís Duarte e Rui Almeida JR representam a nova geração de “Ases” e o futuro do troféu… Assim eles queiram!

 

Os anos não parecem passar pelo "Matreiro", ou Velha Raposa, ou o... Rukyman!

 

Claro que não podia faltar uma referência ao mais antigo piloto em actividade e ao mesmo tempo ao que tem mais presenças – Rui Almeida SR.

O ter o maior número de presenças é um forte aliado para que Rui Almeida seja líder em quase todas as tabelas de dados registados.

Por isso mesmo os seus 46,3% de taxa de sucesso são o seu maior indicador.

De todos os pilotos mencionados, provavelmente este 46% são os mais fidedignos, porque representam 21 anos de corridas. Não se podem comparar as 28 corridas de Luís Duarte com as 248 de Almeida.

De qualquer maneira continuo a acreditar que todos os pilotos atrás mencionados e que ainda estão em actividade, ajustarão a sua taxa de sucesso para um valor inferior ao que têm, mas a probabilidade de se manterem acima da “Velha Raposa” é elevada.

 

 

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