por Rui Almeida

5 DE MAIO 2017

 

 

Momento da largada onde aparentemente só os ASES fizeram uma partida correta

 

 

ASES SOBEM AO PÓDIO NAS 24H DE ALMEIRIM

 

Terminou num honroso terceiro lugar a presença dos ASES nas 24H de Almeirim.

Depois da excelente prestação dos ASES nas 24H da Batalha de 2016, este ano a equipa resolveu ir tentar a sua sorte nas 24H de Almeirim, até porque inexplicavelmente, este ano não haverá prova de 24 horas na Batalha!

A equipa dos ASES, este ano rebaptizada de ASES Endurance Team, foi literalmente à descoberta de Almeirim, já que só o Rui Almeida Sénior e o seu Júnior conheciam o traçado da Quinta da Conceição e mesmo assim, a única visita tinha sido em 2008, numa altura em que o Rui Júnior tinha… 13 anos!

Quanto aos restantes, nem sabiam onde ficava o kartódromo!

Começando pelo fim, temos de considerar o resultado como honroso, mas das 17 equipas inscritas, apenas 11 usavam karts da frota do kartódromo, sendo os 6 restantes karts privados.

A nossa prova ficou marcada por vários problemas, sendo que todos eles, se ficaram a dever a uma certa falta de manutenção do material e a maioria das equipas, senão mesmo a totalidade, teve problemas com os karts.

A mais feliz acabou mesmo por ser a equipa vencedora que começou a prova com um problema que a fez perder duas voltas, mas daí para a frente tudo lhes correu bem.

E se aliarmos a esse facto, o superior andamento de quase todos os elementos da TVI24, está explicado as 25 voltas de avanço que nos deram… e ficamos em terceiro!

O regulamento da prova até era interessante, prevendo turnos de 20 a 64 minutos, mas a obrigatoriedade de fazer 35 trocas durante as 24H.

Luís Duarte, o nosso homem para as partidas no seu primeiro turno

 

O reabastecimento era independente da troca, o que apimentava ainda mais a gestão e provavelmente a mais importante – a pressão dos pneus era à vontade do freguês.

Este último aspecto servia para aumentar o grau de dificuldade da nossa presença, pois todos sabemos da importância dos pneus em qualquer veículo de competição e nós teríamos de descobrir qual seria a ideal para os karts e para este traçado.

Felizmente que dos nossos quadros faz parte um piloto do calibre do Mário Dias e a sua experiencia com esta marca de karts (Sodi) dava-nos pelo menos uma linha de orientação.

A nossa participação até começou muito bem na primeira sessão de treinos livres ao obtermos o tempo de 57,02, o segundo melhor e muito perto do melhor registo – 56,96s.

Claro que ficamos satisfeitos, mas o ideal era testar outras pressões na segunda sessão.

De qualquer maneira, a interpretação dos resultados seria complexa, pois a segunda sessão seria ao entardecer, enquanto a primeira tinha sido à hora do almoço, portanto com outras temperaturas no asfalto.

O nosso tempo piorou ligeiramente – 57,18, houve melhorias nas outras equipas e caímos dois lugares na ordem dos tempos.

Para o treino oficial decidimos voltar atrás no setup, mas mesmo assim… não acertamos.

O Kart ficou sem frente e apesar de termos obtido o mesmo tempo – 57,20, caímos mais dois lugares – 6º lugar para a grelha.

Para dificultar ainda mais, não poderíamos mexer no kart, só depois do procedimento de partida, ou seja, teríamos de fazer o procedimento de partida e logo de seguida, entrar na boxe e acertar as pressões.

Decidimos não o fazer, até porque não sabíamos bem o que fazer…

Durante a prova vieram ao de cima duas características que a equipa manifestou noutros eventos:

Forte espírito de equipa e de sacrifício.

A experiência de Mário Dias é fundamental para o sucesso da equipa

 

A equipa foi fazendo a sua prova sabendo das limitações da nossa frente, mas mesmo assim, andávamos entretidos a discutir o segundo lugar com mais duas equipas.

Ao fim de 5 horas fixamo-nos mesmo no segundo lugar e apesar do crónico problema com a frente do kart, fomo-nos habituando e adaptando a ele.

Ao fim de 6h30 e num momento que estávamos a esticar um turno até ao limite para reabastecer, partiu-se o cabo do acelerador.

Acelerando com a mão, levamos o kart para a boxe, reabastecemos e entramos na oficina…

Perdemos duas voltas, mas não desanimamos!

Caímos (só) para o quarto lugar, porque outras equipas já tinham tido também alguns problemas, uns mais simples, outros mais graves.

A frota mostrava fragilidades e a prova disso foi o segundo problema que tivemos horas mais tarde: A embraiagem entregou a alma ao criador.

Na oficina, também trocaram o eixo traseiro e aproveitamos o momento para acertar definitivamente as pressões dos pneus.

O Kart ficou de facto melhor e começamos a andar novamente para a frente, mas com  a certeza que a vitória era assunto esquecido.

Infelizmente e já durante a noite, numa altura em que tentávamos chegar ao terceiro lugar partiu-se o parafuso que segura o volante e ficamos sem direcção. Nova visita à oficina…

Felizmente para nós que as outras equipas também tiveram (mais) problemas e com isso conseguimos entrar novamente na luta pelo terceiro lugar.

O segundo é que já estava longe, a cerca de 20 voltas…

Depois deste problema o kart finalmente resolveu colaborar e a partir daqui começamos a andar em tempos muito bons.

A nossa adaptação também foi evoluindo, de tal forma que foi quase no final da prova que obtivemos a nossa melhor volta, mais condizente com o andamento geral.

As horas finais foram sempre de ataque, pois o quarto classificado, que tinha sido líder durante umas horas, vinha literalmente a voar e nós, apesar de um andamento inferior, estávamos esperançados em segurar o terceiro lugar.

Foi nesta altura que fizemos a nossa melhor volta, no fundo a mostrar que já estávamos bem adaptados ao traçado (que tem os seus truques) e também que já estávamos com a afinação correta.

Tivéssemos nós começado assim e sem problemas no kart e a história da prova provavelmente seria outra.

Ainda assim a ASES ENDURANCE TEAM voltou a mostrar um forte espírito de equipa, de sacrifício, bem como grande pró-actividade.

A prova foi difícil mas o ambiente na equipa foi sempre muito positivo e brincalhão e por isso superamos as adversidades com facilidade.

Venha a próxima! 

 

C L A S S I F I C A Ç Ã O  F I N A L

 

Humberto Conceição foi uma muito feliz contratação de última hora, pois a sua experiencia nesta pista foi francamente positiva para toda a equipa

 

O Iceman foi o infeliz que ficou sem direção do seu turno de condução!

 

A "Velha Raposa" Rukyman adaptou-se com facilidade ao traçado

 

Alex Gomes sempre sóbrio na sua condução, mostrou mais uma vez bom andamento

 

João Pinto estreou-se em 24 horas e logo com os ASES

A ASES Endurance Team no pódio final

 

Nos entretantos ainda deu para assistir ao Benfica-Estoril. O Estoril tinha acabado de empatar e a cara de cada um reflete o esperito de cada um...

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