por Rui Almeida

2 DE FEVEREIRO 2017

 

ASES NOVAMENTE QUARTOS

NA 15ª EDIÇÃO DA TAÇA INTERTROFÉUS!

A comitiva dos ASES presente no EUROINDY - os pilotos do nosso troféu vivem com intensidade tudo o que rodeia as participações do troféu

 

15 Anos de Taça Intertroféus (TIT).

E nós fomos lá doze vezes.

A TIT este ano voltou a ter um incremento de grupos participantes e foi substancial – dezoito!

Ainda assim, sendo um número muito interessante, não podemos daí concluir que a TIT vai de “vento em popa” e que no próximo ano será novamente assim.

A ver vamos se em 2018, agora com a prova a disputar-se a norte, se os grupos sediados mais a sul, põem pés ao caminho e fazem a viagem…

Uma coisa é certa, perdura ainda com alguma força aquele sentimento de querer estar presente na prova mais importante do kart amador e por isso mesmo, ainda “há gente” que infelizmente ludibria ou mesmo não respeita os parcos regulamentos da prova.

É que é preciso que todos tenham consciência que ao contrário de muitas outras provas, para estar presente é necessário fazer algo mais do que apenas… ter vontade.

Esse algo mais dá trabalho e está visto que alguns pilotos/organizadores não querem ter.

Mas é o preço que temos de pagar pelo amadorismo, pela carolice de alguns que continuam a esforçar-se por manter bem viva a chama desta prova.

Esta organização, há imagem da esmagadora maioria de outras – a excepção terá sido mesmo Braga 2011, esteve em muito bom nível, muito bem alicerçada na bem conhecida estrutura do Euroindy.

Quem não esteve nada bem, foi uma boa quantidade de pilotos dos mais diversos grupos que resolveram transformar a TIT, numa corridinha de carrinhos de choque. Posteriormente não tiveram qualquer pejo em publicar vídeos das suas “habilidades” para que todos os vissem!

Claro que isso frustrou as ambições de alguns que acabaram vítimas destes habilidosos e de certa forma alterou o equilíbrio de forças entre os grupos mais candidatos.

Houve muitos que atiraram as suas frustrações para cima do comissariado, mas a bem da verdade, estes foram os menos culpados de algumas penalizações de certa forma injustas.

Infelizmente e depois de duas semanas de muito frio, mas também muito sol, a chuva fez a sua aparição e todos nós sabemos que isso seria um problema.

É um problema em qualquer pista com frotas que tenham protecções à volta e é ainda mais na Batalha pela particularidade do seu traçado, bem como do seu alcatrão!

Falar dos candidatos é quase como falar dos “bandidos” do costume.

É certo que todos os anos surge um ou outro grupo que cria sensação, mas basicamente são sempre os mesmos troféus que dominam esta prova.

Nos dois últimos anos dois grupos têm estado muito fortes – Nacional Kart e PS&A.

Quanto a nós: Juntamento com o Clube BCP, os ASES são o grupo mais titulado desta prova e por isso é natural que sejam sempre candidatos à vitória.

Neste particular, temos de fazer um “mea culpa”, já que nós não estávamos totalmente convencidos que poderíamos lutar pelo pódio, mas também acreditamos que os nossos principais adversários também estavam convencidos que nós eramos mais um candidato a correr por fora. Todos nos enganamos.

Ao longo do dia, verificamos que face às difíceis condições da pista, os ASES adaptaram-se com relativa facilidade e estiveram sempre na luta pelas vitórias das corridas que se foram disputando.

Claro que todas as mangas têm a sua história, há sempre os momentos de felicidade e de azar e nós, bem como todos os outros, temos histórias para contar, histórias que não contam para o resultado final.

No fim do dia, o que conta, são os resultados e aí o nosso score foi:

“Metemos” dois pilotos na final mais importante e um na final B.

Parece pouco, para aquilo a que os ASES nos habituaram.

No entanto, este ano e pela primeira vez, nenhum grupo conseguiu meter todos os seus pilotos na final principal e foram apenas dois, os que conseguiram levar todos os seus representantes às finais.

Isto demonstra que o nível competitivo esteve mais distribuído, mas também que face às condições difíceis, houve muitos pilotos a caírem em ratoeiras, a não terem calma suficiente e com isso a comprometer resultados que podiam ser positivos. Para o ano há mais e vamos todos desejar que seja bem mais a norte.

 

João Moreira esteve mais uma vez igual a si próprio. Calmo, tranquilo e a progredir sempre até mais uma FINAL A

 

Gustavo Gonçalves esteve em grande nível chegando à FINAL A. Primeira fila no apuramento à frente do grande Miguel Ramada não é para todos

 

Diogo Sousa (22) veio conhecer a Batalha e logo à chuva. Não é para todos, mas ele superou de uma forma surpreendente. Foi injustamente penalizado e por causa disso «só» chegou à final B

 

Jorge Meireles cumpriu bem em mais uma presença pelos ASES, mas foi extremamente infeliz na meia-final. Vitima de excessos alheios e um mau kart

 

Rui Almeida, apesar de meio distraído, até começou muito bem, mas na meia-final cometeu um erro e acabou vitima de excessos alheios. Por seu lado, Nuno Gonçalves começou algo receoso, mas depressa percebeu que poderia ir longe.

 

 

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