por Rui Almeida

 

7 JUNHO 2016

 

 

ASES FAZEM TERCEIRO NOVAMENTE

 

 

 

O momento mais ansiado por todos os presentes - a partida!

 

Honestamente, nem sei por onde começar.

Talvez pelo princípio!

Pelo momento em que peguei num papel e numa caneta e comecei a escrevinhar nomes de pilotos que estivessem disponíveis para um projecto ganhador das 24 Horas da Batalha.

Leram bem, projecto ganhador.

Lembro-me dos momentos em que abordei cada um dos “meus” pilotos.

A pergunta foi invariavelmente a mesma – “Queres entrar num projecto que tem como objectivo final ganhar as 24 Horas da Batalha?” A maior e indiscutivelmente a mais importante prova de Endurance em kart que se disputa em Portugal?

Já perdi a conta às vezes que fui à Batalha. Quem tem uma verdadeira paixão por este desporto, tem de fazer estas 24 horas uma vez na vida!

Conheço as regras todas, todas as premissas necessárias para atingir o objectivo.

Duas delas são:

Piloto que ganha esta prova já errou muito.

Piloto que ganha conhece todos os seus colegas de equipa como a palma da sua mão.

Como é que se pode querer ganhar e falhar logo nestas duas?

Bem… nós não ganhamos.

Mas uma coisa é certa, ultrapassamos muito bem a segunda e nessa premissa ficamos muito fortes. E na primeira… falhamos uma única vez.

Para uma equipa onde metade nunca tinha disputado a prova e dois desses pilotos nem sabia onde ficava o Euroindy têm de concordar que superamos todas as expectativas.

Os erros na Batalha pagam-se muito caro e o nosso único erro rendeu três minutos de penalização ou seja, quatro voltas parados a cumprir a penalização mais a entrada e saída da boxe.

Apesar da classificação final oficial indicar três voltas de atraso, isso apenas se ficou a dever ao posicionamento dos karts na pista no momento da bandeirada, ou seja, do termo das 24 horas, porque na realidade estávamos a menos de 3 voltas. É só fazer as contas…

Durante a prova, fomos mimados com alguns piropos do género – “Vocês têm um canhão!”.

Não nego que tínhamos um bom kart, mas nós apenas fomos os quartos mais rápidos no treino oficial e os 16º classificados ficaram a menos de 4 décimos.

Eu acho que haviam muitos canhões, mas toda a gente conhece a história de que “o teu é sempre melhor que o meu”…

Se calhar até eu noutras edições disse o mesmo…

Faço um parenteses neste ponto para dar publicamente os meus parabéns ao Euroindy, ao Senhor António Pragosa e a todo o seu staff das várias secções que são necessárias colocar este evento de pé e para que tudo funcione primorosamente.

O resultado do treino reflecte a qualidade e o empenho colocado na afinação dos karts.

Nós fizemos quarto nos treinos a 47 milésimos e o décimo tempo distava uma décima da pole. Afinal, parece que haviam muitos canhões.

A prova foi como sempre, extremamente disputada.

A primeira hora é daqueles espetáculos onde deveria ser cobrado bilhete. É um momento único que só se vive no Euroindy. Depois o comboio estica e cada equipa faz a sua história.

A nossa é simples:

Nas duas primeiras horas oscilamos entre o primeiro e segundo lugar.

Foi bonito de ver duas equipas do Norte a dominar a prova – KIVIKART 01 e PS&A, equipas carregadas de pilotos que disputam o troféu dos ASES…

Na terceira hora estávamos em primeiro, mas os verdadeiros tubarões – BCP e Racing Aces já sabiam que nós íamos levar uma forte penalização.

Numa troca de pilotos, provavelmente por uma roda mal colocada na balança, o kart acusou 156 kg, em vez de mais de 210 e isso rendeu mais de 4 voltas de penalização e uma queda para lá dos 15 primeiros.

Foi neste momento que nasceu verdadeiramente a equipa KIVIKART 01.

A desilusão e desapontamento não durou mais que um minuto e acreditamos que era possível.

Todos sabem que ganhar duas voltas a equipas como as mencionadas não é para qualquer um, nem com “canhões”!

A KIVIKART 01 esqueceu a classificação geral e só se preocupou em andar o mais rápido que pode e… não penalizar nunca mais.

A seis horas do fim já só estávamos a 3 voltas e «só» precisávamos que os dois da frente tivessem uma penalização. Quase aconteceu para a Racing Aces, mas a a falha deles só rendeu 1m20s de penalização.

Uma vez escrevi que o mérito está em saber aproveitar o material que se tem à disposição.

Se material é bom, há que saber aproveita-lo e lutar pelos objectivos. Nós tivemos o mérito de fazer isso.

Não ganhamos de facto, mas lutamos até ao fim e mostramos que sabemos andar com bom material. Fomos muitas vezes os mais rápidos em pista e foi assim que ganhamos duas das quatro voltas que perdemos.

Chegamos ao terceiro lugar a 4 horas do fim e foi aí que o desespero começou a tomar conta de nós.

A vontade de ir mais longe foi tanta que penalizamos uns segunditos por excesso de velocidade na boxe. Não foi por aí…

Desta vez perdemos, mas não perdemos tudo. Ganhamos uma equipa, ganhamos uma amizade reforçada e uma vontade de fazer melhor, muito melhor!

Para o ano há mais e nós lá estaremos.

 

RESULTADOS.

Treinos Livres # Treinos cronometrados # Corrida

O ambiente na equipa foi sempre fantástico

 

 

                                                                                                        

                                             

O momento em que António Pragosa nos entrega a Taça do terceiro lugar

                                            

                                                                                                        

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