por Rui Almeida

4 DE FEVEREIRO 2016

 

ASES DIGNIFICARAM O TÍTULO QUE DEFENDIAM

 

Os ASES definitivamente não tiverem a estrelinha da sorte e a prova do ICEMAN foi o espelho disto mesmo

 

4ª Vitória do Clube Millennium BCP

Que assim igualaram os ASES em nº de vitórias

 

Disputou-se no último sábado de Janeiro a 14ª edição da Taça Intertroféus ou a TIT 2015.

Terá sido até hoje a edição onde a incerteza e a diferença entre os três primeiros foi a mais curta de sempre.

15 Grupos apresentaram-se para esta edição mas como habitualmente existem grupos que à partida são mais favoritos que outros.

O Clube Millennium BCP está sempre entre os favoritos e este ano apresentava-se particularmente forte. Também com naturais ambições (quiçá a mais favorita) apresentava-se a Nacional Kart que tinha arrebatado o título na edição referente a 2013 e no ano passado tinha conseguido um excelente segundo lugar na visita ao Kivikart.

Dos grupos ditos “do norte” que fizeram a deslocação ao Bombarral, naturalmente que os ASES são sempre candidatos e este ano tínhamos a particularidade de ir defender o título.

Finalmente surgia a inscrição muito contestada de uma equipa – a PS&A que não sendo um grupo organizado, mas sim uma equipa de pilotos seleccionados para o efeito e que por esse facto, teria de ser considerada candidata a um dos lugares do pódio.

Antes de descrever o desenrolar dos acontecimentos, parece relevante acrescentar que aqueles que andam nestas andanças competitivas há mais tempo e em particular neste tipo de evento, já perceberam que quando o nível das equipas se equivale, a diferença faz-se a maior parte das vezes em momentos da prova de felicidade ou infelicidade que muitas vezes nada têm a ver com o desempenho dos intervenientes e que acabam por ditar o resultado final.

Isto é assim desde sempre e todos sabemos que sorte e azar fazem parte deste desporto.

Dito isto, as mangas de apuramento vieram confirmar as notas introdutórias, ou seja, o BCP e Nacional Kart venceram duas mangas cada e a PS&A venceu a restante. Quanto aos Ases, apesar de terem sido os quartos mais pontuados com um segundo, um terceiro, um quinto e um sétimo lugar, tiveram a primeira grande contrariedade e que acabou por condicionar o nosso desempenho.

O nosso “ponta-de-lança” Rukyman terminou em último na sua manga por causa dos rolamentos de uma jante que griparam e teve de disputar a repescagem que venceu com grande autoridade.

Ainda assim, na sua meia-final teria de partir da penúltima fila com todas as condicionantes que isso acarreta.

As meias-finais são provavelmente o momento mais importante da prova, porque é aqui que as equipas vão ter a noção do volume pontual que podem alcançar.

Como se sabe, o principal objectivo é colocar o maior número de pilotos na final principal e quando isso não se consegue, pelo menos entrar nos lugares da frente da final B.

O Gustavo é o primeiro a entrar em acção e termina em oitavo conseguindo assim a qualificação para a final B.

Na segunda meia-final é o João Moreira que compete e consegue excelente terceiro lugar depois de uma luta fantástica que envolveu três pilotos.

Seguidamente vamos ter a meia-final mais problemática para nós, não só por contar com 3 pilotos para 5 lugares.

Entraram em acção o Rui Almeida SR, o Junior (Rukyman) e ainda Reinaldo Fonseca.

O Rui SR não teve sorte nenhuma: Arrancou da primeira fila, mas foi escandalosamente abalroado na primeira curva caindo para o nono lugar.

Fez uma boa recuperação até ao 5º e ultimo lugar ilegível para a final A, obteve pelo meio a melhor volta da corrida, mas na dita final iria sair da última fila.

Um prémio demasiado fraco para tanto esforço.

Quanto a Reinaldo Fonseca, mais uma vez não foi feliz. Depois de um kart pouco colaborante no apuramento, desta vez saiu-lhe outro identificado como fraco.

O REI foi caindo lentamente na classificação conseguindo segurar no limite a final B.

Quanto ao Rukyman, finalmente conseguiu brilhar, mas de qualquer maneira, o seu horizonte de sucesso estava muito dificultado e por isso limitado.

Saiu de 18º lugar, fez grande corrida, mais uma vez com um kart teoricamente fraco e terminou em sétimo!

Finalmente, na última meia-final do dia mais uma vez, os ASES não foram muito felizes com o kart e Vitor Fernandes teve de soar muito para conseguir o apuramento para a final B – terminou em 8º lugar.

Finda esta fase, os ASES ficaram com a certeza de estarem arredados da vitória final e muito dificilmente conseguiriam lutar pelo pódio já que o BCP tinha todos os seus pilotos na final A (o único grupo) e a Nacional kart e a PS&A tinham 5 cada mais um piloto a disputar a final B.

Quanto a nós, João Moreira e Rui Almeida SR estavam na final A, enquanto os quatro restantes estavam na final B.

Como sempre, as finais são para disfrutar e foi isso que fizemos.

Ainda assim, de salientar mais uma vez a prestação do jovem Rukyman que esteve novamente em grande nível terminando em terceiro.

Conclusão: Os seis ASES dignificaram e prestigiaram novamente o nosso troféu, mas definitivamente não tivemos grande estrelinha.

Foi evidente que ela não iluminou equitativamente os quatro grupos favoritos e isso fez com que os pratos da balança não pendessem para o nosso lado.

No final e após uma luta renhida, venceu o Clube Millennium BCP que tinha levantado o caneco pela última vez em Janeiro de 2009!

Parabéns para eles e… para o ano há mais.

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Gustavo Gonçalves não acusou em nada a sua falta de experiencia nestas andanças e esteve em muito bom nível

 

A imagem espelha a atitude de Vitor Fernandes ao longo da prova. Atacar de princípio até ao fim

 

Depois do Iceman, Reinaldo Fonseca foi o mais infeliz com os sorteios e só mesmo quando já tudo estava decidido, teve um kart à altura

 

João Moreira cumpriu tudo à risca e fez uma prova ao seu nível e somou mais uma presença numa final A à já sua extensa lista

 

Rui Almeida foi o mais feliz com os sorteios e por isso mesmo foi também quem deu mais nas vistas.

 

Renato Afonso acompanhou os ASES nesta jornada e foi uma preciosa ajuda no apoio aos nossos pilotos

 

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