por Rui Almeida

 

 

7 DE DEZEMBRO 2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois de um ano espectacular e memorável, aqui o vosso ÁS resolveu proporcionar aqueles que me permitiram tornar realidade este projecto, as sensações que senti ao volante de um mini carro de corrida.

E para que as sensações fossem ainda mais reais, consegui trocar o Fiat UNO 45S (e os seus quase 50 CV...) pelo carro com que fiz a última prova da época o FIAT PUNTO Sport com uma potência a rondar os 95cv. A cereja em cima do bolo foi o dia chuvoso que caiu sobre o autódromo de Braga e que assim tornou a pista mais difícil, mas tratando-se de uma experiência de condução num carro de corridas, a brincadeira acabou por ser extremamente divertida.

Um problema de última hora inviabilizou a presença de António e Paulo Cabral, o que deixou mais tempo disponível para os outros convidados - Paulo Mendes e Hernani Leite.

Ainda compareceram em Braga, o "administrador" da SAD dos ASES Mário Fernandes e ainda a jovem promessa Ruky Iceman que... nunca tinha conduzido um automóvel!

Paulo Mendes, e Hernani Leite trocam impressões com o preparador da LANÇO SPORT, o conhecido Sr. Vidinha

 

Dos quatro candidatos a pilotos, Mário Fernandes foi quem partiu em maior desvantagem, já que foi o único que não teve uma viagem prévia com o "instrutor" de serviço, mas a ver pelos relatos na primeira pessoa que à frente transcrevo, a viagem só serviu para confundir os pilotos.

Paulo Mendes foi dos três, aquele que se mostrou mais à vontade e com menos receio de atacar. O facto de já conhecer a pista jogou a seu favor e por isso não foi surpresa ter sido o mais rápido e consistente dos três.

Por seu lado, Hernani Leite teve algumas dificuldades iniciais, mas com o tempo a correr, foi perdendo o receio e ganhando confiança. Após uma (longa) série de piões, Leite aprendeu os truques e ao fim do dia já tinha conseguido chegar ao mesmo tempo de Paulo Mendes.

O terceiro candidato foi Mário Fernandes e foi visível algum nervosismo e uma vontade enorme de... não estragar. O facto de não ter um modelo de uma volta ao circuito (para o bem ou para o mal) não o ajudou e por isso mesmo foi algo conservador na sua abordagem.

Finalmente o jovem Iceman:

O Ruky já tinha dado umas voltas ao meu lado, mas... nunca tinha conduzido um automóvel.

O seu nível de condução foi uma verdadeira surpresa, mostrando um feeling muito bom para quem nunca tinha conduzido e só foi penalizado por chegar mal ao pedal da embraiagem.

A sua experiência deve ter sido algo frustrante, pois o "instrutor" deu-lhe rédea muito, mas mesmo muito curta!

O "moço" estava mesmo entusiasmado e a coisa podia dar para o torto.

 

Eis as experiências na primeira pessoa:

 

Bem, foi-me pedido que escrevesse umas simples palavras para descrever a tarde de dia 2 de Dezembro.

Primeiro pensamento: o Natal chegou mais cedo e a dobrar!

Sempre disse que se tivesse nascido numa família rica o Shumacher não era conhecido.

Confesso que a primeira experiência me ajudou muito. O circuito já estava decorado (achava eu) e segundo a cronometragem do Rui consegui tirar cerca de 3 segundos ao tempo que tinha feito na quarta feira anterior.

Qual o truque? Fácil, muito fácil.

Ter dado algumas voltas ao lado do Rui. Ou como dizia o Sr. Vidinha " vê-se logo que é o Rui que está ao volante".

Agora só para acabar tenho que vos confessar que durante a minha condução fiz três incursões pela relva e duas pionaças, uma delas no fim da recta da meta. E que categoria de pionaça que levou o instrutor Rui a dizer " espera um bocadinho e vamos ver o que correu mal".

Ele não sabe o que foi mas eu explico para não vos deixar na dúvida:

Conduzir com as indicações do Rui não é fácil pois ele berrava desesperado "vai mete, mete", "anda agora dá-lhe, dá-lhe", "dobra-o para a curva" e claro, qual mente cinzenta entra noutro filme e lá se foi a concentração.

Bem agora a sério queria agradecer publicamente ao Rui este ano em que soube elevar a marca GoBulling do Banco que eu represento - o Banco Carregosa.

Têm sido uns dias muito empolgantes para alguém como eu, que com os meus 85 k e desajeitado nos kartes achou que era um piloto de primeira agua e que sonha com o Amigo Reinaldo fazer este campeonato no próximo ano!

 

Após alguns adiamentos pelas mais diversas razões, chovia copiosamente no Porto, naquela quarta-feira que eu já há muito ansiava. Preocupado com o estado da pista e temendo mais um adiamento, telefono ao Rukyman, que de pronto me disse "das 2 as 5h em Braga"

OK. Almocei e saio do Porto para Braga já um pouco atrasado.

Mal passo a portagem, fila parada! 10min, 15min, 20min. São já 15h30, ligo ao Ruky. Atende-me o Rukynha, que me diz - "o meu pai esta na pista com o Paulo Mendes!" Porra! Estou a ver que ainda não vais ser desta! Mas eis que finalmente a fila imensa começa a andar lentamente até encontrar um "modesto" Aston Martin em estado lastimoso. Chego a Braga já são 4h, quando estavam precisamente os Paulos a fazer uma paragem.

"Entra aí que te vou mostrar a pista" - diz-me o Rukyman. Saímos da box, eu ao lado, o Rukyman a conduzir, apenas, com uma mão e a gesticular e dar algumas dicas com a outra.

"Fim da recta da meta, levantas o pé aos 150m, travas, terceira e metes para a curva por cima do corretor" - diz. "Agora abre, continua, fechamos e abrimos novamente … fecha, … vamos para a chicana, sempre em 3ª, corrector e corrector novamente" - o carro partiu, pensei eu, tal o ruído lá dentro! E ele continua "abre, …, apontamos aos pneus, aqui a pista escorrega, estas a ver? 2ª, abre e fecha, aponta aos pneus, corretor...", tudo isto quase sempre só com uma mão, uma volta, duas e três e quatro voltas.

Eu só pensava que nunca teria feito aquelas trajectórias, sozinho!

Eis que finalmente, entramos na box e me meto ao volante. Saio da boxe e aproxima-se o primeiro teste, curva, contracurva no final da recta da meta. só penso: "Que diabo vou fazer?"

Já não me lembro da pista, das dicas muito menos porque não se lêem. Até que o Ruky diz - "levanta aos 150, começa a travar, 3ª e atira-te para a curva!"

Ai meu deus, parecia mais fácil com ele a conduzir, mas eis que não foi assim tão mau e penso que não ia assim muito devagar. Na contra curva sinto mais uma mão no volante a puxar para fora e a gritar "Para fora! Para fora!"

Mais umas provas cegas e no final alguns, não tão poucos peões, com um tempo a rondar os 2min e poucas milésimas.

Não foi assim tau mau como eu pensava que iria ser.

Faço uma pausa, reflicto, mas como me soube a pouco os cerca de 20minutos que já tinha conduzido, dei ainda mais uma meia dúzia de voltas um pouco mais confiante.

No final, não ponho de lado a minha promissora carreira ao volante de automóveis de serie, em percursos de trabalho ou de entusiasmantes passeios familiares.

Paulo (Rui dos Ases), Obrigado pela fantástica experiencia que me proporcionaste.

Convida-me mais vezes... que eu vou com toda a certeza!!

 

A descrição da minha experiência com o Punto foi ambivalente: extraordinária e frustrante (no bom sentido...).

Extraordinária porque andar com um simples Punto numa pista como a de Braga dá um gozo fantástico e permite perceber como são as corridas de carros. Isto é muito importante para quem só conhecia o mundo dos Karts.

A forma como se abordam as curvas, como se acelera, trava e se deixa escorregar o carro são emocionantes. 

Frustrante porque é muito mais difícil do que à primeira vista parece. Não é só chegar e acelerar, exige adaptação e uma boa percepção de tudo o que está em jogo para se ser rápido.

Mesmo considerando que só dei 3 voltas, o piso estava muito molhado, a visibilidade péssima, mal sentado, com um capacete desadequado (usam sempre capacetes abertos!) e demasiado cauteloso, nunca pensei que fosse tão árduo...fiquei a pensar como seria se tivesse ainda de afinar o carro, fazer tempos, gerir o stress e correr contra um bando de "malucos"....

E é chegado a este ponto da reflexão que tomo consciência da OBRA que o Rui conseguiu realizar em tão pouco tempo!

Ao andar ao lado dele vi e senti que ele dominava totalmente o carro, o que explica os resultados que alcançou.

O que mais me impressionou não foi a velocidade, as travagens ou o andar nos limites...

Foi a capacidade de visão espacial que o Rui tem, conseguindo sempre saber onde está e por onde seguir para ser rápido.

Conclusões:

1. Tenho pena de não ter meios e tempo para treinar mais, porque o mundo dos carros parece ser tão ou mais apaixonante que o dos Karts;

2. Ser rápido numa pista não é o mesmo que andar por aí a "assapar";

3. O Rui merece apoios pois aptidão natural não lhe falta. Duvido que muitas das estrelas que por aí andam tivessem um desempenho tão bom, nas condições que ele dispõe.

Finalmente, um agradecimento ao Rui, Patrocinadores (Bacelar, Go Bulling, Vertente) e Lanço Sport pela oportunidade.  

 

Nos últimos tempos tenho tido experiências fantásticas.

Noutro dia conduzi um kart 125 livre, um kart com caixa de velocidades e mais de 50cv, uma 'coisa' que me leva dos 0 aos 100 km/h em... 3 segundos.

O coice à saída das curvas é brutal, mas o poder de travagem é também... brutal, mesmo à chuva.

O meu pai também andou nesse kart e eu dei-lhe mais de um segundo no melhor tempo.

Quando o meu pai me perguntou se queria ir a Braga com ele, nunca pensei que me deixasse guiar o carro.

Dei umas voltinhas com ele e fiquei todo contente.

Depois ele disse: "Agora vais tu!" e eu fiquei parado a olhar e perguntei: Quem? Eu!

Foi uma experiência fascinante, mas ao mesmo tempo algo frustrante.

Depois de lhe ter dado um "atesto" com o kart de caixa e ao contrário dos outros pilotos a quem dizia - "dá-lhe, dá-lhe!", comigo foi sempre "trava! trava!".

A posição de condução é demasiado baixa para mim e não conseguia carregar bem na embraiagem. Tive de fazer as minhas voltinhas em terceira e quarta, pois sempre que tentava passar de terceira para segunda e vice-versa, a caixa arranhava.

Guiar um carro não é assim tão difícil e gostava de experimentar novamente, mas... sem o meu pai ao lado!