por Rui Almeida

 

2 DE FEVEREIRO 2009

 

O DIA EM QUE O CÉU NOS CAIU EM CIMA...

 

 

"Suor e lágrimas" ou "O dia em que o céu nos caiu em cima" dão a ideia que a nossa presença na TIT 2008 foi uma desgraça.

Claro que não foi!

Os ASES demonstraram mais uma vez que são um dos principais grupos de karting de lazer e foram, juntamente com o grupo vencedor - o Clube Millennium BCP, o grande animador da prova.

A equipa mostrou toda a sua organização, espírito de entreajuda e sacrifício e deixou a sua marca nesta edição.

Até meio da segunda meia-final tudo parecia encaminhado para que a equipa alcançasse o seu objectivo de vitória, mas estava escrito que esta não era a nossa edição e uma surpreendente e inesperada avaria mecânica arruinou as nossas esperanças.

Mais do que todas as outras edições da TIT, esta era aguardada com grande expectativa:

Primeiro porque a prova tem vindo a crescer em todos os sentidos - notoriedade, importância e competitividade e depois porque os grupos iam encontrar uma frota que apresentava uma filosofia diferente de preparação - para melhor!

Relativamente a candidatos ao título, é certo que as surpresas podem sempre acontecer, mas de uma maneira geral todos apontavam os mesmos de sempre - Funkart à cabeça com uma super-equipa e altamente motivada para levar para casa o "caneco" que foi deles pela última vez em 2006.

 

Pedro Vidinha brilhou a grande altura numa edição da TIT que não esquecerá tão cedo

 

O Clube Millennium BCP era o campeão em título e apesar de uma baixa de última hora, a sua experiência e organização dava garantias de poder repetir o título.

Finalmente os ASES. Depois do descalabro em Viana, os ASES apresentavam-se nesta edição com a ambição de chegar ao título "fora de casa", ou seja, num kartódromo longe da sua área normal de actuação e conhecimento.

Não podemos esquecer que os ASES já quase conseguiram esse feito, primeiro na Batalha - um kartódromo com características muito particulares e depois em Leiria, onde foi sempre segunda classificada.

E com a realização das primeiras eliminatórias, o favoritismo destes três grupos acabou por confirmar-se.

Ases e o clube bancário venceram duas mangas, enquanto que o Funkart uma.

O primeiro objectivo estava alcançado - todos passaram às meias-finais e por isso, nesta altura tudo eram rosas. A equipa respirava confiança e optimismo.

Com a saída das listas com o alinhamento das meias-finais, a nossa tarefa começou a complicar-se.

O capricho dos resultados alcançados pelos nossos pilotos, ditou que quatro dos nossos pilotos ficassem encaixados na mesma manga com todas as consequências negativas que daí advêm.

Se por um lado, um número alargado de pilotos pode dar a ideia que pode funcionar um espírito de entreajuda, a verdade é que numa corrida a eliminar e onde somente sete pilotos passam à final, temos de convir que tudo fica muito complicado.

Todos sabem que o grande objectivo é "meter" o máximo de pilotos na final mais importante do dia e se os ASES queriam e ambicionavam levar para lá todos os seus pilotos, com este alinhamento, a tarefa ficava complicada.

Mas ainda antes desta manga, o ÁS Rui Almeida deu força aos seus companheiros ao conseguir um terceiro lugar na primeira meia-final do dia e depois de arrancar do último lugar que dá acesso à final - o sétimo.

 

Rui Almeida a caminho do apuramento numa manga em que os cinco primeiros couberam em menos de um segundo!

 

Na segunda meia-final íamos ter então os restantes ASES - João Moreira e Pedro Vidinha - vencedores das mangas de apuramento, Luís Vaz terceiro e Filipe Matias que tinha sido nono.

Naturalmente que Matias tinha uma tarefa muito difícil, já que ia sair do décimo-quarto lugar e tinha de chegar pelo menos em sétimo...

Os ASES estiveram a um nível fenomenal e a duas voltas do fim, tínhamos Vaz na frente, logo seguido de João Moreira. Pedro Vidinha debatia-se com um kart em perda, mas aguentava bem um sexto lugar garantido, enquanto que Filipe Matias tinha feito uma recuperação espectacular e já era quinto!

Vidinha já lhe tinha facilitado a ultrapassagem e os ASES tinham todos os seus pilotos na final mais aguardada!

Para mais, o Funkart era vítima de incidentes próprios das corridas, um dos quais directamente com um dos nossos representantes  e caminhava a passos largos para fora do pódio final, enquanto que o Millennium não ia conseguir colocar a equipa toda nessa final.

O nosso sorriso durou pouco, pois a corrente do kart de Vidinha partiu-se e este viu-se obrigado a desistir.

Foi um rude golpe.

 

Luís Vaz venceu uma das meias-finais e liderou a final principal

 

De repente, o Millennium passou a ter vantagem, pois tinha conseguido apurar quatro pilotos, os mesmos que nós, mas tinha a vantagem de ter o seu quinto elemento na final B, enquanto que os ASES não tinham ninguém face à desistência da meia-final. O momento da desistência, foi o momento fulcral da prova.

Até ao fim, os ASES continuaram a lutar, mas a menos que os Bancários cometessem algum Arakiri (e quase o fizeram...), o nosso destino estava traçado.

O grupo ainda recuperou bastante, mas a ausência dos pontos do nosso piloto foram fatais para as nossas naturais aspirações de vitória.

Entretanto começou a chover e a final principal, a corrida onde todos queriam estar e os que não conseguiram lá chegar, não queriam deixar de ver, foi uma frustração total.

A chuva diluviana, transformou a pista num autentico lago, não dando grandes possibilidades aos pilotos.

Os incidentes de corrida e as avarias fazem parte dos desportos motorizados e por isso não nos podemos queixar.

No final o Clube Millennium BCP foi um justo vencedor, porque fez uma prova muito inteligente, vencendo sempre que tal esteve ao seu alcance (três vitórias em doze corridas) e minimizando as perdas de pontos, quando outros grupos tiveram algum ascendente.

O clube bancário renovou assim o título e é agora o troféu mais vitorioso da prova com três títulos.

Uma palavra final para o FUNPARK - Kartódromo de Fátima que colocou à disposição da organização uma frota de karts verdadeiramente irrepreensível, bem como uma equipa de mecânicos e direcção de prova que esteve à altura da grandeza e importância da Taça Inter-Troféus.

 

 

 

 

Mangas de Apuramento

Soma Mangas

Meias Finais

Soma   MFinais

Finais

Soma Finais

 

Grupos

Total

1

2

3

4

5

 

1

2

3

 

D

C

B

A

 

1

BCP

510

19

20

17

20

18

94

57

0

49

106

0

0

43

267

310

2

APA

479

20

13

18

17

20

88

23

77

0

100

0

0

0

291

291

3

KPC

419

3

15

14

19

17

68

33

22

23

78

22

0

48

203

273

4

KAP

385

16

9

11

12

12

60

41

20

14

75

0

39

150

61

250

5

CAV

370

17

17

15

18

7

74

0

45

21

66

0

22

59

149

230

6

FUN

359

18

19

20

15

15

87

24

23

24

71

0

0

56

145

201

7

UMK

357

15

10

19

11

6

61

12

10

40

62

0

58

109

67

234

8

VIR

346

8

16

16

13

14

67

0

24

37

61

0

37

53

128

218

9

KCM

295

7

18

12

4

19

60

30

18

0

48

21

40

46

80

187

10

ENG

284

4

14

9

14

11

52

15

31

8

54

15

0

163

0

178

11

ORM

270

9

12

7

9

16

53

40

9

9

58

0

33

47

79

159

12

IHS

258

6

8

10

8

9

41

10

0

25

35

0

127

55

0

182

13

MCK

190

12

11

2

10

3

38

0

0

34

34

36

0

82

0

118

14

IKK

177

14

2

3

7

8

34

0

23

0

23

31

44

45

0

120

15

KUP

166

13

6

13

16

10

58

13

0

20

33

0

25

50

0

75

16

KBG

165

10

5

8

6

5

34

8

0

11

19

0

112

0

0

112

17

NKO

162

11

3

6

2

4

26

0

13

0

13

44

35

44

0

123

18

JFF

129

5

7

5

3

13

33

9

0

0

9

29

58

0

0

87

19

IKF

57

2

4

4

5

2

17

0

0

0

0

40

0

0

0

40

 

Filipe Matias foi sempre o piloto que mais teve de batalhar para chegar aos resultados que se pretendiam

 

João Moreira defendeu pela primeira vez os nossas cores. Foi o primeiro vencedor da TIT 2008, foi segundo na meia-final e terceiro na final!