por RUBEN AZEVEDO

21 DE JUNHO 2007

 

Valeu a pena!

Cheguei à pista no sábado de manhã e ainda vi uma corrida de 1h com os Ford GT40, Porsche 917, Ferrari Daytona e "charutos" de décadas anteriores.

Depois foram vários desfiles de carros, voltas para VIPs, etc.

Às15h lá começou a corrida. O Sebastian (.. Bourdais), que tinha a pole, de tanto ouvir o nome dele no microfone, entrou nervoso e foi à relva logo na 1ª volta. O outro Peugeot também não fez muito melhor e ao fim de 1/2 hora estavam 3 Audi na frente,

A seguir começaram os aguaceiros e por 3 vezes o safety-car teve de entrar.

Numa dessas vezes um dos Audi bateu forte e ficou por ali. Eu ia bem mentalizado para a chuva e até levei calças impermeáveis, mas não as usei, porque os aguaceiros eram rápidos (aprox. 15 min.).

Mas para os mecânicos foi uma trabalheira. Podia estar a chover num ponto da pista e estar seco no noutro.

É giro ver a força de vontade dos pilotos para continuar e dos comissários para ajudar (a empurrar para fora da relva, a pôr o carro a trabalhar enquanto o piloto mexe no motor,..) e depois a arrastarem-se pela pista fora, que tem 13,5 km, para chegar às boxes.

O ritmo é elevado e é impressionante como os mais rápidos metem pelo buraco da agulha. As bandeiras azuis estão sempre a funcionar, mas alguns não vêem e os das categorias intermédias têm de abrir para os mais rápidos e não perder tempo com os mais lentos. Poupança só vi no final da manhã de domingo.

Mas antes veio a noite.

Os 3 ou 4 km à volta da meta ficaram iluminados como um estádio de futebol (com 25 bancadas). Chegou ainda mais gente, porque também havia rock (estiveram lá 250.000 pessoas e acho que 1/3 eram ingleses).

Os discos em brasa (dos que os tinham em aço) ficaram visíveis, os leds dos 3 primeiros de cada categoria viam-se melhor, os ecrãs gigantes (12 no total, metade naqueles km) eram visíveis ainda mais de longe.

Os V12 5.5 TDI e HDI mal se ouviam, só assobiavam e ultrapassavam todo o mundo. Os gasolina turbo 2.0 da classe LMP2 já faziam vibrar bastante o pessoal, mas os atmosféricos 5,5 dos LMP1, bem como os roucos Corvete 7.0,ou os mais rotativos Aston Martin 6.0 faziam o concerto.

Os Porsche GT3R e os Ferrari 430 eram meros acompanhamentos sonoros.

 

Os portugueses:

 

- O Lamy andou bem, mas os holofotes eram para o Bourdais. Não sei se foi por causa do despiste deste que tiveram de parar para substituir um semi-eixo e um rolamento e caíram para 8º ao início da noite.

De manhã veio o bónus: mais um Audi que bateu e ficou lá (tinha eu acabado de comer um churro para pequeno almoço, por volta das 7h30!) e o Vileneuve partiu o motor antes do meio-dia e subiram até ao 2º lugar.

Depois, na minha opinião, houve uma grande coincidência ou um caso muito bem disfarçado: às 13h começou a chover sem parar até ao fim da corrida, mas como todo o mundo já estava com calma ninguém batia; mas às 14h20 entra o safety-car, com a desculpa que a chuva estava mais forte; logo depois o Peugeot do Lamy, guiado pelo Sarrazin, encosta e fica parado até alguns minutos antes das 15h, completa mais uma volta e termina salvando o 2º lugar por uma volta de avanço, porque naquele intervalo de tempo o safety-car forçou o pelotão a andar tão devagar que demoravam mais de 10 minutos por volta. O problema do carro parece que era o mesmo do outro Peugeot: o motor estava a acabar.

- A equipa portuguesa liderada pelo António Simões e com o Miguel Pais do Amaral andou muito bem. Ao início da noite saiu uma roda mesmo à minha frente, duas curvas a seguir à saída das boxes. Depois foram 30 minutos para dar a volta e mais alguns para reparar. Até aí já tinham subido até a à liderança dos LMP2 e estavam no top ten. Depois caíram para o fundo da tabela e a meio da noite um despiste do próprio MPA acabou com a corrida. Se tivessem aguentado ficavam bem classificados na classe, porque só acabaram 2 LMP2.

- O João Barbosa fartou-se de conduzir e bem e terminou com um fantástico 4º lugar e 1ª equipa privada.

 

A chuva de domingo apanhou-me desprevenido, porque quando "acordei" (cheio de frio) no carro às 6h estava um céu azul e resolvi regressar para a pista com menos peso. Resultado: ao início da tarde tive de comprar um Ferrari, ,,, i.e., um guarda-chuva Ferrari.

 

Outro espectáculo dentro do espectáculo foi os ingleses.

Os que tinham poucas posses acamparam na relva da auto-estrada, os que tinham mais tinham as suas tendas dentro da pista em locais bem definidos (mas nalguns casos quase atrás dos rails) ao lado dos sues TVR (às centenas), Lotus, Camaro, Corvete, um Rols dos anos 50, etc. Cervejas era sempre a aviar.

 

Abraço,

Rúben Azevedo

 

 

 

 

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